A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho

Santo do Dia – Conheça a História e o Exemplo de Fé dos Santos da Igreja

Santo do Dia De Hoje

 

 

Hoje é dia de qual santo?

 

Hoje, 17 de julho, a Igreja celebra a memória de S. Marcelina, virgem, irmã de S. Ambrósio, bispo, S. Aleixo, S. Leão IV, papa
 

Santo do Dia: Testemunhos de Fé que Inspiram a Nossa Caminhada

 
Como católico, acredito que conhecer o Santo do Dia é uma forma poderosa de aprofundar a nossa fé e encontrar inspiração concreta para o nosso dia a dia. Os santos não são figuras distantes ou inalcançáveis; são irmãos e irmãs que viveram com coragem, humildade e fidelidade ao Evangelho em meio às alegrias e dificuldades da vida.
 
A cada dia, a Igreja nos apresenta a vida de um santo ou santa que, com sua história única, nos mostra que é possível seguir a Cristo em todas as circunstâncias. Mártires, missionários, religiosos, leigos, jovens e idosos — todos eles nos lembram que a santidade é um chamado universal, acessível a todos que se abrem à graça de Deus.
 
O Santo do Dia é mais do que uma simples lembrança histórica. É um convite à conversão, à oração e à confiança na providência divina. Ao conhecer suas virtudes, seus desafios e sua entrega total ao Senhor, somos encorajados a viver nossa própria vocação com mais amor e generosidade.
 
Incluir a memória dos santos na nossa rotina espiritual nos ajuda a manter os olhos fixos no Céu, sem esquecer nosso compromisso com o mundo. Eles intercedem por nós e caminham conosco como amigos e guias na fé.
 
Que possamos, a cada dia, descobrir no Santo do Dia uma luz para o nosso caminho e um exemplo vivo de como amar a Deus acima de tudo. Que suas vidas nos inspirem a sermos santos também, mesmo nas pequenas coisas.

 

Marcelina, irmã mais velha dos Santos Ambrósio e Sátiro, recebeu o véu virginal do Papa, no dia de Natal de 353. Quando Ambrósio se tornou Bispo de Milão, foi morar com ele como colaboradora. Viveu em comunidade com algumas companheiras. Dedicou-se à oração e aos cuidados dos pobres até à sua morte.  
Aleixo, “mendigo de porão”, é uma figura que suscitou várias lendas. A mais conhecida diz que foi escravo, durante anos, no porão da sua casa, em Roma, sem que sua família o soubesse. Papa Inocêncio o identificou e contou aos seus pais, que, aflitos, visitaram o futuro santo, já agonizante.  
S. Leão IV, papa

Sobre a vida do Papa Leão IV, sabemos que nasceu em Roma, mas era de origem lombarda. Seu pai chamava-se Ridolfo, mas não se sabe qual o nome que deu ao filho no Batismo. Contudo, era um homem de comprovada pureza e integridade interior: era monge do mosteiro beneditino de São Martinho, mas o Papa Gregório IV quis que estivesse ao seu lado, como parte integrante do clero romano. Assim, tornou-se Papa, em 847, por aclamação popular.

Desastres naturais e calamidades humanas

Quando iniciou seu Pontificado, a situação em Roma era bastante dramática: no ano anterior, ocorreu a invasão dolorosa dos Sarracenos. Por isso, a sua eleição foi rápida, sem esperar a aprovação imperial. O imperador não se importou porque, provavelmente, se sentia culpado por não apoiar a cidade contra os árabes. Porém, o que mais preocupou Leão IV foi uma série de desastres naturais: primeiro, um terremoto assolou Roma, fazendo desabar uma parte do Coliseu; a seguir, um incêndio destruiu a área do Burgo, poupando a vizinha Basílica de São Pietro, graças à intervenção espiritual do Papa. Este acontecimento foi imortalizado pelo artista Rafael, em um afresco conhecido como "O incêndio do Burgo", conservado no Museu do Vaticano.

Liga contra os Sarracenos

A ameaça dos Sarracenos voltou à gala. No entanto, Leão IV não foi preso de surpresa: desatendendo a estreita relação com o imperador, fez acordos com os soberanos dos Ducados vizinhos, como Amalfi, Gaeta, Nápoles e Sorrento. Assim, promoveu uma liga naval, depois denominada “Liga Campana”, liderada pelo napolitano, Cesário Consule, encarregada de defender os dois territórios: a Campânia e o Lácio. A ameaça ocorreu no verão de 849, quando na batalha, que passou para a história como “Batalha de Óstia”, os Sarracenos foram derrotados. Esta vez, o acontecimento também foi imortalizado em um afresco de Rafael, com o mesmo nome da batalha, mantido nas Salas do Museu Vaticano.

O "restaurador de Roma"

Entretanto, os empreendimentos, que levaram Leão IV a receber o título de "restaurador de Roma", foram outros. Avantajado pela sua capacidade espiritual, mas também pelos sentimentos de culpa do imperador, o Papa conseguiu obter de Lotário uma enorme soma de dinheiro para fazer várias reformas. A primeira e mais importante de todas foi a construção de uma muralha, mais extensa que a construída na época por Aureliano, que abrangia toda a colina do Vaticano. Seguiram-se as reformas das Basílicas de São Pedro e São Paulo, a fortificação do Porto marítimo e a reconstrução das antigas “Centumcellae”, na atual cidade de Civitavecchia, além de Tarquínia, Orte e Amélia. Mas o "restaurador" não parou: dedicou-se também à ajuda pessoal da população mais vulnerável, com a distribuição de gêneros alimentícios.

Concílios e Sínodos

Leão IV era, sobretudo, um pastor e, como tal, dedicou seu Pontificado à corroboração da disciplina do clero. Por isso, convocou dois Concílios especiais: o de Pavia, em 850, e o de Roma, em 853. Neste último, trabalhou com afinco para reafirmar a pureza da fé e os costumes do povo. No entanto, com o mesmo objetivo, multiplicaram-se os Sínodos em toda a Europa: em Mainz, Limoges, Lyon, Paris e Inglaterra. Durante os Concílios, foi resolvida a questão disciplinar sobre a excomunhão de Anastácio, Cardeal de São Marcelo, com ideia de antipapa, que, sem levar em conta os apelos do Pontífice, havia deixado a sua diocese para morar em outro lugar.

Relação com os soberanos cristãos

As relações entre Leão IV e o império não foram ruins, tanto que, no dia da Páscoa de 850, Lotário pediu-lhe para coroar seu filho Ludovico como imperador. Após cinco anos, porém, acontece alguma coisa que correu o risco de comprometer, seriamente, a estabilidade das relações bilaterais: Daniel, o magister militum do Império em Roma, acusou Graciano, comandante da milícia, muito próxima do Papa, de tramar um meio para aproximar o Papado e ao Império do Oriente. Então, Ludovico foi, pessoalmente, a Roma, para um confronto direto, do qual resultaram infundadas as acusações contra Leão IV. Desde então, foram muitos os soberanos dos reinos cristãos europeus a pedir para serem coroados pelo Pontífice, com o objetivo de obter, assim, o reconhecimento da sua soberania "por graça divina".

Calendário Litúrgico de hoje

Hoje: 15ª Semana do Tempo Comum

Leituras e Evangelho de Hoje

1ª Leitura: Mq 2,1-5
Salmo Responsorial:    Sl 9B(10),1-2.3-5.7-8.14(R. 12b)
Evangelho: Mt 12,14-21

Cor Litúrgica: Verde

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