A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho

Santo do Dia – Conheça a História e o Exemplo de Fé dos Santos da Igreja

Santo do Dia De Hoje

 

 

Hoje é dia de qual santo?

 

Hoje, 16 de outubro, a Igreja celebra a memória de S. Edviges, duquesa da Silésia, religiosa, S. Margarida Maria Alacoque, virgem, da Ordem da Visitação, S. Geraldo Majella, irmão leigo redentorista
 

Santo do Dia: Testemunhos de Fé que Inspiram a Nossa Caminhada

 
Como católico, acredito que conhecer o Santo do Dia é uma forma poderosa de aprofundar a nossa fé e encontrar inspiração concreta para o nosso dia a dia. Os santos não são figuras distantes ou inalcançáveis; são irmãos e irmãs que viveram com coragem, humildade e fidelidade ao Evangelho em meio às alegrias e dificuldades da vida.
 
A cada dia, a Igreja nos apresenta a vida de um santo ou santa que, com sua história única, nos mostra que é possível seguir a Cristo em todas as circunstâncias. Mártires, missionários, religiosos, leigos, jovens e idosos — todos eles nos lembram que a santidade é um chamado universal, acessível a todos que se abrem à graça de Deus.
 
O Santo do Dia é mais do que uma simples lembrança histórica. É um convite à conversão, à oração e à confiança na providência divina. Ao conhecer suas virtudes, seus desafios e sua entrega total ao Senhor, somos encorajados a viver nossa própria vocação com mais amor e generosidade.
 
Incluir a memória dos santos na nossa rotina espiritual nos ajuda a manter os olhos fixos no Céu, sem esquecer nosso compromisso com o mundo. Eles intercedem por nós e caminham conosco como amigos e guias na fé.
 
Que possamos, a cada dia, descobrir no Santo do Dia uma luz para o nosso caminho e um exemplo vivo de como amar a Deus acima de tudo. Que suas vidas nos inspirem a sermos santos também, mesmo nas pequenas coisas.

 

S. Edviges, duquesa da Silésia, religiosa

Não era um problema aparecer como caridoso, embora o corpo fosse envolvido por uma veste de seda e, quem sabe, até com um diadema embutido de rubis na cabeça. Socorrer os pobres era uma prática comum pelas mulheres nobres da Idade Média. Para muitas, era um gesto inspirado por um sincero impulso de piedade. Para outras, era uma doação generosa ditada por uma magnanimidade displicente. Mas, vivido por escolho ou obrigação, este costume era uma regra, mas as regras, mesmo as do censo, são feitas para ser violadas.

A riqueza da pobreza

A exceção tem um nome, Edwiges, que, por volta de 1190, era uma nobre bávara, de doze anos, prestes a casar-se com Henrique I, o Barbudo, herdeiro da Ducado da Baixa Silésia. Desde o início, a jovem duquesa, que logo se tornou mãe (de seis filhos), encarna, entre os seus súditos, o ideal mais lindo de rainha: não eram as vestes, mas a sua generosidade, sempre pronta, era o veludo com o qual Edwiges envolvia quem se encontrava na miséria; mandou construir, para quem tinha pouco ou pouco, asilos e abrigos. Estava ao lado da povo, de maioria polonesa, com o qual, ela que era alemã, aprendeu a língua; ela era, sobretudo, moderada nos modos e nos costumes, a ponto de rejeitar, de modo inaudível, os cânones da moda, impostos pela sua classe. Edwiges não tinha vergonha de usar roupas e calçados velhos, cintos de carroceiro. A duquesa não quis se distinguir dos pobres, porque os pobres – dizia – são “nossos patrões”.

A duquesa monja

Edwiges expressou esta sua convicção a Gertrudes, a última dos seus seis filhos e a única que sobreviveu. Os anos que viveu como esposa e mãe foram, até então, atormentados. A duquesa que sempre apoiou o marido nas suas funções governamentais, assistiu à morte de seus três filhos, ainda jovens, e de duas das três filhas. Seus valores cristãos, unidos ao rigor da época, que impedia manifestar as emoções dos próprios sofrimentos, refletiam em uma Edwiges inabalável, pelo seu modo de suportar, quase sem lágrimas, a dor que a oprimia. Mas, a sua moderação não era uma couraça vazia, imposta por um status. Ela contava com o conforto da fé interior, da oração intensa e diária, que, com o passar dos anos, aperfeiçoam nela a atração pela vida consagrada. Depois da morte do marido, para Edwiges torna-se quase natural entrar para o Mosteiro cisterciense de Trzebnica, por ela mesma fundado em 1202. A duquesa foi monja e quando falece, em 15 de outubro de 1243, ninguém teve dúvidas: morreu uma santa! Como tal, Papa Clemente IV a canonizou, em 1267.

Margarida nasceu na Borgonha, França, em 1647. Aos 24 anos, entrou para as Visitandinas. Recebeu logo aparições de Jesus e Maria, que a exortavam a adorar seu Sagrado Coração. A instituição desta festa deve-se precisamente a ela. Antes de morrer, em 1690, deixou uma biografia importante.   Leia tudo...
Geraldo era um alfaiate pouco conhecido, porque não era esta a sua vocação. Rejeitado pelos Capuchinhos, foi aceito, finalmente, pelos Redentoristas, em cujo convento desenvolveu as tarefas mais humildes. Caluniado por uma mulher, suportou tudo com exemplar mansidão e paciência. Faleceu em 1755.  

Calendário Litúrgico de hoje

Hoje: Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir

Memorial

Leituras e Evangelho de Hoje

1ª Leitura: Ef 1,15-23
Salmo Responsorial:  Sl 8,2-3a.4-5.6-7 (R. cf. 7)
Evangelho: Lc 12,8-12

Cor Litúrgica: Vermelho

📖 Evangelho do Dia
🙏 Completas
📅 Calendário Litúrgico